
Dissertação na FIPECAFI propõe modelo inovador de orçamento e risco para o agronegócio
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ToggleUm estudo feito pela Thomson Reuters indica que, às vésperas da fase de testes da reforma tributária, apenas 35% das empresas avançaram na adaptação ao novo sistema. Do outro lado, 63% das companhias encontram-se na fase de planejamento ou em processos iniciais.
Neste artigo, vamos desvendar os motivos por trás deste cenário, contando com a análise de Andressa Gomes, profa. especialista e Coordenadora do MBA em Gestão Tributária da FIPECAFI.
Desafios das empresas ao aderir ao novo sistema da reforma tributária
Trabalho produzido por Márcio Rosa Lisboa Júnior sob orientação do Prof. Dr. Paschoal Tadeu Russo é destaque por sua inovação e modelo integrado
O agronegócio é um dos maiores motores da economia brasileira, mas suas variáveis complexas exigem extrema atenção na gestão de riscos e orçamento.
Um bom planejamento financeiro possibilita maior previsibilidade de fluxo de caixa e assertividade na tomada de decisões e controle de custos. Na FIPECAFI, as pesquisas acadêmicas seguem alinhadas com estas demandas: o nosso Programa de Mestrado Profissional em Controladoria e Finanças celebrou, em 2025, a defesa da dissertação “Proposta de Modelo Integrado de Orçamento e Risco no Agronegócio em Ambiente Complexo”, de autoria de Márcio Rosa Lisboa Júnior, sob orientação do professor Dr. Paschoal Tadeu Russo.
O projeto responde a um dos principais dilemas da gestão no agronegócio: como planejar em meio a um ambiente altamente volátil, sujeito a riscos climáticos, oscilações cambiais e variações nos preços internacionais das commodities
Principais demandas da contabilidade para o agronegócio
A indústria do agro exige um planejamento estruturado que inclui práticas como: análise de dados para a tomada de decisões, proporcionando mais assertividade de planejamento e uso de recursos; sustentabilidade financeira para minimizar eventuais prejuízos, visto que o setor lida com imprevisibilidade, tal como a variação de safras diante da instabilidade climática e competitividade, para que empresas se mantenham firmes mesmo diante de cenários desafiadores.
Pilares do estudo
O estudo da FIPECAFI destaca-se ao propor e aplicar um modelo inovador que integra três pilares:
- Rolling Forecast: revisões periódicas e contínuas do orçamento, garantindo maior aderência ao ambiente real.
- Simulação de Monte Carlo: uso de técnicas estatísticas para gerar cenários probabilísticos a partir de variáveis críticas como preço da soja, câmbio e custos de insumos.
- Cynefin Framework: análise da complexidade organizacional para orientar práticas de gestão em ambientes incertos.
A aplicação prática em uma empresa rural de grande porte (com faturamento superior a R$ 1,2 bilhão) mostrou resultados expressivos: maior previsibilidade, engajamento dos gestores e fortalecimento de uma cultura colaborativa. O modelo, no entanto, também evidenciou desafios de adaptação cultural e integração tecnológica.
Segundo o Prof. Dr. Paschoal Tadeu Russo, orientador da pesquisa, “a dissertação mostra a força dos profissionais de mercado em conjunto com a FIPECAFI em unir teoria e prática, oferecendo soluções para setores estratégicos da economia nacional”.
O trabalho contribui tanto para a prática, ao fornecer um roteiro replicável para empresas em contextos semelhantes, quanto para a teoria, ao demonstrar a viabilidade de modelos híbridos de orçamento.
Inovação contábil para o futuro do agro
As variáveis complexas do agronegócio impulsionam a contabilidade a evoluir para uma gestão de riscos e orçamentos mais sofisticada e a pesquisa da FIPECAFI acompanha esta exigência ao propor um modelo integrado, validado por sua aplicação prática.
Os pilares do estudo justificam sua relevância: o Rolling Forecast garante a aderência do planejamento ao ambiente real por meio de revisões contínuas, a Simulação de Monte Carlo quantifica a imprevisibilidade do setor ao gerar cenários probabilísticos baseados em variáveis críticas como câmbio e preço, e o Cynefin Framework orienta a gestão em meio à incerteza. Dessa forma, o estudo não só fornece um roteiro replicável, unindo teoria e prática, mas também fortalece a cultura colaborativa e a capacidade de tomada de decisão do setor.