
Consultor financeiro pessoal: Tudo que você precisa saber para entrar nesse mercado
Conteúdo da página
ToggleUm consultor financeiro pessoal tem muito mais do que só cálculos para fazer. Para quem deseja entrar nesse mercado, precisa já estar ciente que deverá ter um perfil de competências composto por habilidades, atitudes e conhecimentos o bastante para trabalhar fazendo consultoria, sendo este apenas um dois oito princípios do contador.
O papel do consultor financeiro pessoal é ajudar aqueles que estão buscando por um planejamento financeiro. Uma vez contratado, cabe ao consultor financeiro pessoal trazer clareza para as finanças de seu cliente, fazendo-o entender as consequências de cada escolha.
Também é responsabilidade do profissional de finanças fazer com que a pessoa cujo ele estabelece este planejamento, atinja cada um dos seus objetivos financeiros.
Nesse sentido, é preciso estabelecer um plano de ação, traçando como vão fazer para chegar até o objetivo, levando em conta a situação financeira atual. A ideia é que o processo de planejamento financeiro faça com que as pessoas que dele necessitam, tenham uma visão completa e abrangente sobre suas finanças.
Poder contar com um consultor financeiro pessoal permite ter em mãos um quadro completo da saúde de suas finanças, de forma que as decisões tomadas dali em diante irão contribuir para atingir as metas definidas. Todas as informações acima são avaliação da Associação de Planejamento Financeiro (Planejar).
Consultor financeiro pessoal: o que preciso para entrar nesse mercado?
Nascido em 1970, nos Estados Unidos, o conceito de planejamento financeiro como uma prática profissional aconteceu com o lançamento do programa de certificação Certified Financial Planner (CFP – Planejador Financeiro Certificado).
Ao longo de todos esses anos, a comunidade global de planejamento financeiro tem crescido constantemente, integrando profissionais ao redor do mundo, que podem trabalhar em bancos, seguros, consultoria independente, mercado de valores mobiliários (CVM) e direito, entre outras áreas relacionadas.
A CFP é ideal para aqueles profissionais que buscam se especializar em planejamento financeiro pessoal e/ou familiar. O curso também é indicado para aqueles que, mesmo com experiência em áreas relacionadas, buscam expandir seus conhecimentos e habilidades.
A certificação internacional estabelece um processo de práticas e condutas para que o profissional de planejamento financeiro pessoal possa oferecer o melhor atendimento para seus clientes. A entidade certificadora no Brasil é a já mencionada antes, Planejar, afiliada ao Financial Planning Standards Board (FPSB). Globalmente, o FPSB é a entidade responsável pelo gerenciamento, desenvolvimento e promoção da marca CFP.
Como destacado antes, a rotina de um consultor financeiro pessoal pode permear diversos pilares, dependendo do objetivo de seu cliente. Confira abaixo alguns exemplos de tarefas:
- Planejamento para a aposentadoria;
- Planejamento de economia para as alternativas de investimento;
- Planejamento tributário e cobertura de seguro.
Para atuar como um consultor financeiro pessoal, também é preciso preencher requisitos que ultrapassam a esfera de trabalho. As pessoas autorizadas a usar a marca de certificação CFP, no Brasil, cumpriram rigorosos padrões profissionais e concordaram em seguir todos os princípios contidos no Código de Ética.Entre eles, os de honestidade, integridade, competência e diligência ao lidar com clientes. Mas nós já chegaremos nessa parte.
Quais os requisitos para ser um consultor financeiro pessoal?
Aqueles que desejam entrar nesse mercado, precisam atender alguns requisitos que, sem eles, não é possível conseguir a certificação. Confira:
Educação – Ensino superior completo em algum curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Exame – Além de pagar para fazer, o candidato deve passar no exame (que é pago), e que avalia o conhecimento técnico sobre as seis áreas que integram o escopo da certificação. Sendo elas:
- Planejamento Financeiro e Ética;
- Gestão de Ativos e Investimentos;
- Planejamento de Aposentadoria;
- Gestão de Riscos e Seguros;
- Planejamento Fiscal;
- Planejamento Sucessório.
É interessante que o candidato aprofunde seus conhecimentos nestes temas pois os assuntos são considerados essenciais para o desempenho das atividades atribuídas a um consultor financeiro pessoal. No documento Orientações de Estudo, os estudantes podem ver o que se espera de um candidato em relação aos itens e subitens do Programa Detalhado Detalhado do Exame de Certicação CFP. O documento indica o tipo e o nível de profundidade do conhecimento exigido.
Vale destacar que, ao se inscrever para o Exame, os candidatos deverão dar concordar com os termos para conseguir a certificação CFP. Os termos em questão definem as expectativas do Conselho de Ética da Planejar, no que diz respeito ao comportamento ético dos candidatos no período entre antes, durante e após a obtenção do certificado.
Plano Financeiro – Conseguir ser aprovado no curso “Como Desenvolver um Plano Financeiro”.
Experiência Profissional – Comprovar experiência profissional de 5 anos no relacionamento direto com o cliente pessoa física em uma ou mais áreas do escopo.
Experiência Profissional Supervisionada – Comprovação prévia de 2 anos de experiência profissional no relacionamento direto com o cliente pessoa física em uma ou mais áreas do escopo, além de mais 1 ano e meio de experiência supervisionada.
Ética – Adesão ao Código de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da Ética Planejar.
Como se inscrever no exame?
De acordo com a Planejar, o candidato é o responsável pelo preenchimento de sua ficha de inscrição, e os dados compostos ali alimentam o sistema da associação. Isso posto, o candidato deve se atentar ao preenchimento, pois eventuais erros podem prejudicar a comunicação.
O profissional inscrito também é o responsável pela veracidade das informações prestadas na ficha cadastral.
As inscrições são realizadas apenas pelo site da Planejar, onde os candidatos devem preencher o formulário e pagar a taxa de inscrição. O valor referente à inscrição para o exame completo é de R$ 1.600.
Este ano, as inscrições já encerraram. Mas isso te dá algum tempo para seguir o conselho da associação e ler o Edital e Manual da Certificação CFP, antes de tentar, no link.
Os padrões esperados de um consultor financeiro pessoal
Existem três padrões que o consultor financeiro pessoal tem de ter. São eles: competência, prática e ética. Veja mais detalhes abaixo:
Competência – O perfil de competências do planejador financeiro é composto pelas habilidades, atitudes e o conhecimento que o profissional possui para trabalhar fazendo consultoria. A combinação desses elementos pode ser eficaz no que define como competente o desempenho do profissional.
Prática – Os padrões de prática medem o que é esperado do profissional, que tem sempre de considerar todos os aspectos da situação financeira do cliente na formulação de estratégias e elaboração de recomendações, seguindo as melhores práticas – que se aplicam a cada situação em particular. Aqui, é onde são estabelecidas as normas de prática profissional e a permissão da entrega consistente de planejamento financeiro.
Ética – Nos padrões de ética, são fornecidas orientações aos profissionais sobre o comportamento profissional adequado e aceitável. Neste campo, cabe também às responsabilidades com o público, clientes, colegas, empregadores e a própria profissão.
8 princípios para o consultor financeiro
Princípio 1 – Cliente em primeiro lugar
Os interesses do cliente vem em primeiro lugar. Não considerar ganhos ou vantagens pessoais acima dos interesses dele é obrigação do Planejador CFP.
Princípio 2 – Integridade
Levando em conta a confiança depositada pelos clientes em seus consultores, uma atuação honesta, íntegra e transparente deve ser estabelecida. O consultor financeiro pessoal deve agir com integridade, uma vez que mantém e aprimora a imagem pública do uso das marcas CFP.
Princípio 3 – Objetividade
Agir com honestidade e imparcialidade dentro dos limites do serviço acordado é imprescindível para manter a objetividade. Tudo o que for recomendado pelo consultor financeiro, deve ser feito de maneira prática e imparcial. O compromisso assegura que as decisões tomadas estejam baseadas em análise e orientação disponíveis.
Princípio 4 – Imparcialidade
A imparcialidade resulta na capacidade de identificar, informar e administrar possíveis conflitos de interesses envolvidos no processo de planejamento financeiro. O consultor deverá informar clientes e colegas, sempre de forma imparcial, sobre seus direitos e deveres.
Princípio 5 – Profissionalismo
Para ser profissional, não basta anos de estudo, é preciso manter um comportamento digno e respeitoso com todos aqueles que eventualmente você tem troca.
Princípio 6 – Competência
A competência é a capacidade de um consultor financeiro pessoal alcançar e manter um nível adequado de habilidades, capacidades e conhecimentos necessários para fornecer serviços profissionais.
Aqui, está incluso a expertise técnica, sabedoria e maturidade para reconhecer suas próprias limitações. É importante que o contador saiba quando é pertinente consultar ou encaminhar para outros profissionais.
A competência exige compromisso contínuo com a educação e o desenvolvimento profissional, o que garante ao profissional estar sempre atualizado com as melhores práticas e tendências no campo do planejamento financeiro. O compromisso garante a qualidade e a integridade dos serviços prestados.
Princípio 7 – Confidencialidade
Em diversos trabalhos que não necessariamente são do segmento contábil, a confidencialidade se faz necessária. Contudo, aqui a atenção é redobrada, pois o profissional tem a responsabilidade de guardar e proteger informações de clientes, impedindo que as mesmas cheguem em quem não é autorizado a ter acesso.
É fundamental que o contador faça com que o seu cliente se sinta seguro, e que ele tenha alguma garantia de que suas informações serão tratadas de maneira adequada, transparente e segura.
Princípio 8 – Diligência
A diligência exige que os contadores exerçam a função com cuidado, mas ao mesmo tempo, com rigor. Em outras palavras, o consultor financeiro pessoal deve executar os serviços de acordo com os objetivos, condições e prazos acordados com o cliente. Entretanto, é importante que todas as etapas do processo sejam realizadas com atenção aos detalhes e conforme os padrões profissionais estabelecidos, assegurando a qualidade e a precisão dos resultados entregues ao cliente.
Como funciona o trabalho? As 6 etapas do planejamento financeiro
O processo de planejamento financeiro possui seis etapas para que os consultores financeiros se apoiem. Veja com mais detalhes:
Estabelecer e definir o relacionamento com o cliente – Abrange o fornecimento, com detalhes, de informações sobre o processo de planejamento financeiro, serviços disponíveis e uma apresentação abrangente das habilidades e experiência do profissional. Com isso em mente, existem mecanismos com o objetivo de formalizar o escopo de trabalho, assim como custos envolvidos, remuneração pelos serviços, prazos acordados e outros itens que as partes acreditem ser necessários.
Coletar as informações do cliente – Nesta etapa, o objetivo é trabalhar na identificação dos objetivos, necessidades e prioridades pessoais e financeiras do cliente, fundamentais para o desenvolvimento do planejamento financeiro.
Analisar e avaliar a situação financeira do cliente – Aqui, o contador deve analisar cuidadosamente as informações fornecidas pelo cliente, com o objetivo de entender e avaliar a situação financeira atual em comparação com os objetivos, necessidades e prioridades pessoais estabelecidos pelo cliente.
Desenvolver as recomendações de planejamento financeiro – Apresentação das recomendações de planejamento financeiro, acompanhadas de uma justificativa que dê embasamento à tese de investimentos, permitindo que o cliente tome sua decisão.
Implementar as recomendações de planejamento financeiro – O contador e o cliente devem concordar com responsabilidades de implementação, que são consistentes com o escopo do trabalho. Dessa forma, o planejador financeiro identifica e apresenta produtos e serviços apropriados, indo em linha com as recomendações de planejamento financeiro aceitas pelo cliente.
Revisar a situação do cliente – Ao realizar uma revisão, o planejador financeiro e o cliente avaliam o progresso da realização dos objetivos versus as recomendações, e verificam se as recomendações ainda são apropriadas ou se precisam de ajustes.
Pagamento de anuidade
Quem deseja entrar nesse mercado e atuar como um consultor financeiro pessoal, precisa estar ciente que também terá de pagar todos os anos uma anuidade de associação.
O pagamento da anuidade contempla os requisitos obrigatórios do processo de renovação da certificação e fica disponível no primeiro dia útil do mês de vencimento. O pagamento deve ser regularizado até o último dia útil do mesmo mês.
Vale destacar que os pagamentos realizados fora do prazo estipulado recebem acréscimo de multa no valor de R$ 17,50 e juros de R$ 0,26 ao dia. O valor cheio, de acordo com a Planejar, chega a R$ 875.